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Ato "Acorda Brasil" Une Direita em Manifestações pelo País

Multidão na Avenida Paulista durante o ato Acorda Brasil

Fonte da Imagem: Veja

No domingo, 1º de março de 2026, a direita brasileira demonstrou força e coesão em manifestações simultâneas em mais de 20 cidades, sob o chamado "Acorda Brasil". Convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a mobilização reuniu milhares na Avenida Paulista, em São Paulo (estimados em 20,4 mil pela PM), e em outros pontos como Copacabana (Rio, 4,7 mil), Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre e Salvador.

A pauta central incluiu críticas ao presidente Lula e aos ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2021 e derrubada do veto presidencial à Lei da Dosimetria, que limita penas em casos de crimes contra a democracia.

Bandeiras e cartazes no ato contra STF e Lula

Fonte da Imagem: Contilnet Notícias

O evento marcou uma aproximação estratégica entre alas da direita, com presença de pré-candidatos à Presidência e dirigentes partidários, sinalizando uma frente ampla para fortalecer o campo conservador rumo às eleições de 2026.

Lideranças Conservadoras no Palanque da Paulista

Nikolas Ferreira, Flávio Bolsonaro, Zema e Caiado no trio elétrico

Fonte da Imagem: Brasil de Fato

A Avenida Paulista foi o epicentro do ato, com o trio elétrico "Avassalador" reunindo lideranças chave da direita:

  • Nikolas Ferreira abriu os discursos enfatizando que "o silêncio não é mais uma opção" e que a manifestação pressiona o Congresso para derrubar o veto à dosimetria, afirmando: "Nós estamos aqui por gerações".
  • Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez sua primeira grande aparição pública como pré-candidato à Presidência, projetando o retorno do pai ao poder em 2027 e elogiando aliados: "Caiado, é muita honra estar no mesmo palanque. Isso prova que não é ato eleitoral, mas defesa do país".
  • Governador Romeu Zema (Novo-MG) declarou que "ninguém no Brasil é intocável" (referência indireta ao STF).
  • Governador Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) prometeu anistia plena como "primeiro ato" em um eventual governo: Anistia geral e irrestrita em 1º de janeiro de 2027".

Alianças Partidárias e Presenças Estratégicas

O ato reforçou a união entre PL, PP, Republicanos, União Brasil e Novo, com:

  • Presidente do PL, Valdemar Costa Neto
  • Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB)
  • Deputada Bia Kicis (PL-DF)
  • Deputado Carlos Jordy (PL-RJ) em Copacabana, puxando gritos de "Fora Lula, Moraes e Toffoli! Anistia já!".

Em Brasília (Museu da República), Belo Horizonte e outras capitais, candidatos a Senado e Câmara aderiram, ampliando a pressão contra decisões do STF no caso Banco Master e investigações do 8/1.

Pautas Detalhadas e Cobertura Nacional

Principais reivindicações:

  1. Impeachment de ministros do STF por supostos abusos
  2. Anistia aos presos políticos do 8/1
  3. Fim da "perseguição judicial" a Jair Bolsonaro
  4. Derrubada do veto à Lei da Dosimetria

Faixas pedindo anistia e "Fora Moraes" na Paulista

Fonte da Imagem: Gazeta do Povo

Nikolas Ferreira destacou em entrevista à Jovem Pan que o Brasil "não irá se calar" e terminou com "O Brasil é nosso", enquanto Flávio Bolsonaro adotou tom de unidade: "Estamos pensando no que é melhor para o país". Fotos e vídeos das ruas lotadas circularam amplamente, com cobertura em pelo menos oito capitais.

Impacto Político e Perspectivas

"Acorda Brasil" sela aproximação entre Flávio, Zema e Caiado

Analistas veem o evento como vitrine para Flávio Bolsonaro emergir como referência principal da direita para 2026, com Caiado e Zema evitando disputas públicas e priorizando convergência.

Dados logísticos:

  • Custo do ato em SP: R$ 130 mil (financiamento coletivo)
  • Organizadores: Tomé Abduch (Republicanos) garantiu respeito às instituições

A mobilização fortalece o PL na busca por maioria absoluta no Congresso, projetando uma agenda liberal e de segurança para contrapor o governo federal rumo às eleições municipais e presidenciais de 2026.

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